No dia 17 de Maio, aconteceu a Oficina de Cadeia de Valor de Pinhão em Turvo.
O Evento contou com a participação de 54 pessoas de varias entidades dentre as quais destacam-se IAP, EMATER-Turvo, Sec. Agricultura de São José dos Pinhais, CONAB, MDA-TERRITORIO CENTRO, STR- Campina do Simão, STR-Turvo, AGAECO, IAF, COPAFLORA, IEEP, REDE PUXIRÃO, APF, MST, Associação Cultura Rádio Comunitária Turvo – ACRCT e ASSOPINHO. Foram realizados trabalhos em grupos divididos em extrativistas que fazem a coleta, vendedores/compradores, órgãos governamentais e entidades de apoio.
Segue a baixo as discussões e proposições da Oficina
- Extrativistas que fazem a coleta
Estes relatam que o Pinhão é uma renda extra da família alem de ser produto tradicional que ajuda a preservar o meio ambiente, pois sem preservação do pinheiro não é possível tirar o pinhão. Outra questão apresentada foi a legislação “por exemplo nesta região a algumas variedades que desfalham (madura) no mês de março, sendo que pela lei permite somente tirar pinhão a partir de 15 de abril. Agente cuida para tirar o pinhão maduro, porque sabe que se não for um produto bom não vai ter como vender”, afirmam eles.
- Compradores/Vendedores
Eles afirmaram que a qualidade do pinhão é fundamental sugerem ainda que é preciso ser definido o preço do pinhão pela qualidade, visto que “o pinhão catado do chão bicha facilmente, já o pinhão tirado da pinha dura mais tempo. Temos que ter um preço tabelado para compra do pinhão dos extrativistas, pois quando tem muito pinhão o SEASA baixo o preço e muita gente que comprou a um preço alto perde”, destacam eles.
- Órgãos Governamentais
O representante da Companhia Nacional de Abastecimento – CONAB Itamar Pires de Lima Junior afirmou que “a CONAB tem como foco a comercialização, e já tem um preço de referencia para o comercio do pinhão, determinado pelo pela PAA e PNAE.” Afirmou ainda que será construída uma política de preço mínimo que garante que quando o produtor não conseguir vender no mercado o pinhão pelo preço mínimo estabelecido a diferença é bancada pela CONAB. Marcelo Lubas da secretaria da Agricultura de São José dos Pinhais apresentou a experiência da região metropolitana, que tem por base o processo organizativo, “os catadores se organizaram numa associação e isso faz com que eles tenham mais força para lutar por melhorias” afirma. O representante do IAP Marcos A. Geminski – IAP Irati, afirmou que uma das grandes pressões de derrubada dos pinheiros vem do agronegócio, e que a lei para comercialização precisa ser mudada para a venda do produto maduro, independente se mês de março, abril ou julho. Nilson Padilha representante do MDA/Território da Cidadania Paraná Centro afirmou que o Território é parceiro para ajudar na elaboração da cadeia do pinhão e “é possível pensar a criação de projeto para viabilizar essa dinâmica e discussão dentro das câmaras técnicas do território.”
- Entidades e ONGs

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