
A geada negra, diferente da comum, não pode ser vista a olho nu. Como não há o congelamento do orvalho ou da umidade do ar, é percebida apenas a brusca queda de temperatura. As condições para que ocorra são céu claro, ausência de vento, baixa umidade relativa do ar e temperaturas abaixo de 5ºC.
Potencialmente prejudicial à agricultura, o fenômeno causa o congelamento total da planta, e não apenas a formação da camada branca nas folhas como na geada comum. Com a seiva congelada, caules e folhas adquirem uma cor escurecida, morrendo em seguida.
Paraná, 1975
Uma das piores ocorrências da geada negra no Brasil foi em 1975, no Norte Pioneiro do Paraná. Na madrugada de 18 de julho daquele ano, o fenômeno dizimou toda produção cafeeira da região, provocando o êxodo de mais de dois milhões de pessoas.
Segundo a Revista Cafeicultura, a colheita já havia sido encerrada antes da geada, e o Paraná havia colhido 10,2 milhões de sacas de café, 48% da produção brasileira. Na época, era o maior centro mundial da cultura e tinha uma produtividade superior à média nacional. No ano seguinte, a produção foi de apenas 3,8 mil sacas. Nenhum grão de café chegou a ser exportado e a participação paranaense na produção brasileira caiu para 0,1%.
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